| Compromisso com o Futuro das Crianças
Para ser reconhecida como socialmente responsável,
a empresa não deve utilizar-se, direta ou indiretamente,
de trabalho infantil (de menores de 14 anos), conforme
determina a legislação brasileira. Por
outro lado, é positiva a iniciativa de empregar
menores entre 14 e 16 anos, como aprendizes. A lei de
aprendizes impõe procedimentos rígidos
em relação a estes adolescentes, o que
inclui a exigência de sua permanência na
escola. Crianças e adolescentes têm direito
à educação para poderem exercitar
sua cidadania e para capacitar-se profissionalmente.
Compromisso com o Desenvolvimento Infantil
Os primeiros anos de vida são fundamentais para
o indivíduo e para a sociedade como um todo.
É consenso entre especialistas que os primeiros
anos de vida são caracterizados por um rápido
e significativo desenvolvimento físico e mental
que é o alicerce das capacidades cognitivas e
emocionais futuras. Portanto, trata-se de proteger cada
criança, já a partir de sua formação
e desenvolvimento ainda no útero materno, durante
a gestação, por meio de pré-natal
adequado e de qualidade*. Além disso, é
preciso garantir o cuidado e o afeto, o registro de
nascimento, o aleitamento materno exclusivo até
os seis meses de idade, a imunização completa
para a idade, o acesso a serviços de saúde,
creches e pré-escolas, garantir o direito de
brincar, da participação dos pais e da
família na vida das crianças e proteção
contra acidentes domésticos e de abusos.
As crianças e os adolescentes não podem
ser vistos da mesma forma que o indivíduo adulto.
Investir na infância é a alternativa para
quebrar o ciclo vicioso da pobreza e promover o desenvolvimento
social e econômico do País. Isso implica
garantir os direitos à sobrevivência (acesso
a serviços de qualidade), ao desenvolvimento
(cuidado e educação infantil), à
educação e à proteção,
com investimentos de recursos humanos e financeiros,
prioridade absoluta, conforme estabelecido no artigo
227 da Constituição Federal, a partir
de políticas públicas integradas onde
o governo, a família, o setor privado e a sociedade
civil organizada são responsáveis.
O IDI-E ( Indice de Desenvolvimento Infantil Empresarial),
que representa a união de esforços entre
o Instituto Ethos e o Unicef (Fundo das Nações
Unidas para a Infância), pretende trazer para
a pauta das empresas formas concretas de contribuir
para o desenvolvimento dos filhos e dependentes de seus
empregados e, assim avançar no alcance dos Objetivos
do Milênio. O conteúdo do IDI-E e seu monitoramento
permitirão balizar o processo de desenvolvimento
de políticas e programas dirigidos ao desenvolvimento
infantil e, aferir os resultados na vida das crianças,
além de identificar boas práticas e lições
que sejam úteis a todas as empresas.
Garantir hoje os direitos das crianças é
assegurar o crescimento e desenvolvimento de seres humanos
cidadãos, responsáveis, seguros, com maior
escolaridade, melhores salários, status social
e menos violentos.
* Uma criança entre 3 e 4 anos de idade,
já desenvolveu grande parte do seu potencial
cerebral. Por esse motivo é fundamental que a
família fortaleça suas competências
na proteção e atenção à
sobrevivência, desenvolvimento e participação
dessa criança.
Valorização da Diversidade
A empresa não deve permitir qualquer tipo de
discriminação em termos de recrutamento,
acesso a treinamento, remuneração, avaliação
ou promoção de seus empregados. Devem
ser oferecidas oportunidades iguais às pessoas,
independente do sexo, raça, idade, origem, orientação
sexual, religião, deficiência física,
condições de saúde, etc. Atenção
especial deve ser dada a membros de grupos que geralmente
sofrem discriminação na sociedade.
Compromisso com a Eqüidade Racial
As empresas interessadas em combater o preconceito
racial devem estar conscientes de que apenas o discurso
é ineficaz para transforma positivamente qualquer
cenário. Este novo indicador pretende auxiliar
as empresas trazendo propostas práticas do que
pode ser feito em relação à inclusão
dos negros (pretos e pardos) tais como, contemplar este
tema no código de conduta da empresa, promover
censo para monitorar e promover a eqüidade racial
etc
Compromisso com a Eqüidade de Gênero
As desvantagens das mulheres no mundo do trabalho e
na sociedade em geral são um desses problemas
globalizados. As políticas que se limitam tratá-la
com igualdade têm sido insuficientes, pois tratar
igualmente pessoas que estão em situações
desiguais não altera desvantagens iniciais. Tampouco
se deve considerar as mulheres isoladamente, pois elas
ainda são pessoas centrais nas estratégias
de manutenção das famílias. O fortalecimento
do papel econômico das mulheres também
requer políticas que contribuam para reduzir
sua carga de trabalho doméstico, de cuidado com
as crianças e com os idosos da família,
que estimulem a paternidade responsável e as
protejam contra todas as formas de violência.
Este novo indicador tem o objetivo de mostrar o que
uma empresa pode fazer para mudar esta realidade e assim
tornar-se agente de transformação social.
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