Polietileno produzido a partir do álcool de cana-de-açúcar

Plástico verde surge como alternativa ao polietileno petroquímico

Em 2007, os pesquisadores do Centro de Tecnologia e Inovação (CTI) da Braskem produziram o primeiro plástico verde certificado do mundo: o biopolietileno. Esse material é resultado de um processo de polimerização equivalente aos processos tradicionais, tendo como diferencial a obtenção do eteno, produzido por desidratação do etanol da cana-de-açúcar.

Essa inovação surge como uma alternativa ao polietileno que é produzido a partir do petróleo. O polietileno verde é cem por cento reciclável e, além disso, cada quilo de material produzido captura e fixa de 2 kg a 2,5 kg do CO2 que se encontra na atmosfera. A vantagem é grande se comparada ao polietileno petroquímico, do qual cada quilo produzido emite 2,5 kg de CO2 para a atmosfera.

O polietileno é o plástico mais utilizado no mundo e seu maior consumidor são as indústrias de embalagem para alimentos, de produtos de limpeza, de produtos para higiene pessoal, automobilística e de brinquedos.

A primeira planta industrial para a produção de biopolietileno começa a operar no final de 2010 e terá uma capacidade de 200 mil

toneladas por ano.

Esse número representa apenas 0,5% da produção global de polietileno. Atualmente, a Braskem tem somente uma planta-piloto em operação, com capacidade de 12 toneladas anuais.
A principal vantagem que o plástico verde traz para a sua cadeia de valor é oferecer uma solução sustentável com todas as vantagens de processo do plástico mais usado mundialmente (o polietileno). Ou seja, além de ser de fonte renovável, de capturar e fixar CO2 da atmosfera e de ser reciclável, o biopolietileno não causa nenhuma perda de produtividade nos processos seguintes da cadeia produtiva.