Silagem de colostro

Produto é substituto natural do leite no aleitamento de mamíferos de várias espécies

A “silagem de colostro” foi desenvolvida pela médica veterinária Mara Helena Saalfeld, da Associação Rio-Grandense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RS), como substituto natural para o leite no aleitamento de mamíferos de várias espécies. Com essa tecnologia, o produtor pode alimentar seus bezerros com a silagem de colostro, deixando de utilizar o leite das vacas.

A tecnologia consiste em armazenar em garrafas plásticas (PET) o excesso de colostro que os bezerros não conseguem consumir e que seria jogado fora, contaminando o ambiente. As garrafas devem ser completamente preenchidas, sem a presença de ar, fechadas e deixadas para fermentar por aproximadamente sete dias. Esse armazenamento é feito em temperatura ambiente, sem a necessidade de refrigeração. O colostro coletado é superior em nutrientes ao leite maduro. Por esse motivo, na hora de alimentar os bezerros, acrescenta-se a mesma quantidade de água morna ao produto. Assim, com 2 litros de silagem de colostro são produzidos 4 litros de alimento para os

 

animais.

A tecnologia é inovadora pelo fato de resultar no único substituto natural do leite para bezerros, não implicar custos para o produtor e ter igual qualidade para o desenvolvimento dos animais. Ela é também facilmente replicável, não oferecendo riscos e agregando valor à produção.

A silagem de colostro foi premiada em 2007 como tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil e foi bastante divulgada em todo o país.