Crédito de carbono pela compostagem de resíduos orgânicos
Tecnologia faz o inventário das emissões de gases de efeito estufa em resíduos orgânicos,
antes e depois da implementação de técnicas de compostagem
O sistema desenvolvido pela Soil and More International foi adaptado e aplicado no Brasil pela EcosSistemas. A tecnologia consiste num inventário das emissões de gases de efeito estufa (GEE) geradas por resíduos orgânicos antes e depois da implementação de técnicas de compostagem, por meio de cálculos realizados com dados do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC) e, portanto, aprovada pelas Nações Unidas.
O processo de compostagem de resíduos é um importante redutor de emissões de GEE, uma vez que decompostos de forma anaeróbica – sem compostagem –, os resíduos produzem grande quantidade de metano, gás com poder de efeito estufa 21 vezes superior ao do CO2 liberado em processos de compostagem aeróbica. A diferença entre o cálculo das emissões antes a depois da implementação da compostagem gera créditos de carbono passíveis de ser comercializados na Bolsa de Chicago.
Trata-se de uma tecnologia inovadora, uma vez que viabiliza o custeio do processo pela
geração de créditos comercializáveis de carbono e por ser a primeira e única aprovada pela ONU para esse tema.
A tecnologia pode ser implementada com sucesso em áreas agrícolas que gerem resíduos orgânicos em grande escala, tais como usinas de cana-de-açúcar, fazendas de café e fazendas de produção animal, entre outras, ou em áreas urbanas, como lixões ou aterros sanitários.
As vantagens estão relacionadas às questões ambientais e econômicas, uma vez que a implementação desta tecnologia transforma um resíduo potencial gerador de poluição e gases de efeito estufa num insumo para ser utilizado em diversas situações, gerando um ativo que pode ser comercializado no mercado internacional – os créditos de carbono.
